• Hyago Spesimili

técnicas de instrumentação no pqm

PQM * preparo químico-mecânico*


1- Técnica Seriada ou Convencional :


Os instrumentos são utilizados sequencialmente, em ordem crescente de diâmetro, no mesmo comprimento de trabalho, mais indicada para canais retos. Atualmente esta técnica tem sido preterida, usada somente como parte de outras técnicas com princípios mais modernos.


2- Técnica escalonada com recuo programado / step-back / telescópica:


As limas iniciais, 3 a 4, ampliam o canal até o CT, preparando a matriz apical, batente apical, stop apical de dentina. Logo após são realizados recuos programados de 1 em 1 mm, realizando um preparo escalonado (ampliação do terço cervical e médio do canal). Tenho que realizar a recapitulação, empregando a lima ¨memoria¨ ( a que guarda consigo a memória de todo o comprimento de trabalho, mantém esta medida durante todo o preparo, evita empurrar raspas de dentina para a área apical ) até o CT. O alargamento cervical poderá ser concluído com brocas GG # 2,3,4, com irrigação abundante a cada troca de instrumentos.


3- Técnica escalonada com recuo anatômico :


Após o preparo do BA, o recuo progressivo é determinado pela anatomia interna do canal radicular. O recuo anatômico tem seu início quando o instrumento seguinte àquele que concluiu o preparo do BA, matriz apical, não alcança o CT.


4- Técnica escalonada Coroa / Ápice – Técnica de Oregan - Crown down : (Marshall e Pappin, 1980).


Pode ser utilizada em canais retos e curvos, com limas tipo K, com movimento de rotação alternada, a porção coronária do canal é instrumenta inicialmente com uma sequência decrescente de instrumentos enquanto o terço apical é alcançado progressivamente por instrumentos de menor calibre, de maior flexibilidade, e instrumentado em seguida. Esta técnica permite um acesso mais retilíneo ao terço apical pelas retiradas das interferências coronárias, favorece a retirada da contaminação cervical, diminuindo o risco de extrusão de patógenos endodônticos nos tecidos periapicais, maior penetração da solução irrigadora nas regiões apicais, maior remoção de conteúdo do canal radicular e menos erros no PQM.


Vantagens

# Penetração desinfetante se torna mais efetiva pois o instrumento mais calibroso, atuando sobre as paredes do canal, mecanicamente, vai remover o conteúdo orgânico e a dentina contaminada, minimizando o risco de compactação dentinária em direção apical, ou mesmo a extrusão apical.

# Redução de chances de fratura do instrumento. Permite o avanço do instrumentos de menor diâmetro, avanço no sentido C/A, quando empregados na sequência da instrumentação.

# Menor risco de extrusão de material contaminado para a região periapical.

# Diminuição do bloqueio do canal

# Não provoca pressão apical durante a instrumentação

# O CT determinado depois do preparo dos terços cervical e médio, tendo, portanto, eliminado ou, pelo menos, amenizado as interferências sobre os instrumentos, é mais confiável.

# O instrumento endodôntico, no segmento apical em seu menos diâmetro, mantém contato com a parede dentinária.

# Facilita a irrigação e aspiração, melhor penetração da agulha irrigadora em direção apical.


Outras técnicas de instrumentação dos canais radiculares.


Preparo bi-escalonado – Fava (1983) – Utilizada para os preparos de canais retos ou moderadamente curvos, utiliza os princípios coroa-ápice e ápice-coroa.


Técnica mista de Holland et al, 1991.


Instrumentação rotatória – Wallia et al, 1988.

Introduziram o primeiro instrumento endodôntico manual de níquel-titânio – NiTi, a partir de um fio ortodôntico de secção circular submetido a microusinagem.

Com os avanços tecnológicos o uso de instrumentos endodônticos em rotação contínua em canais retos e, curvos, acoplados geralmente a contra-ângulos redutores de velocidade e controle de torque.

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